
Resposta direta
Em 22 de julho de 2026, no dia em que passou a valer a tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, o governo federal anunciou o Plano Brasil Soberano 3: R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores estratégicos. Os recursos vêm do Tesouro Nacional (R$ 13,5 bilhões) e do BNDES (R$ 5 bilhões) e podem ser usados para capital de giro, compra de máquinas, investimento produtivo, inovação e abertura de novos mercados.
Resumo executivo
- Plano Brasil Soberano 3: R$ 18,5 bilhões em crédito com juros subsidiados, anunciado em 22/7/2026.
- Origem dos recursos: R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES.
- Público: exportadores atingidos pela tarifa de 25% dos EUA, fornecedores dessas empresas e setores considerados estratégicos.
- Usos permitidos: capital de giro, máquinas e equipamentos, investimento produtivo, inovação, adaptação de produtos e prospecção de novos mercados.
- Taxas variam pela finalidade — de cerca de 3% ao ano para minerais críticos a 9,80% ao ano no capital de giro de grandes empresas.
- O pacote também prevê seguro garantia para pequenas empresas; o plano de aplicação será feito pelo BNDES e aprovado por conselho interministerial.
Neste artigo
- O que é o Brasil Soberano 3
- Quanto tem, para que serve e a que custo
- Quem pode acessar
- Como se preparar para buscar o crédito
- Perguntas frequentes
O que é o Brasil Soberano 3
O Plano Brasil Soberano é o programa do governo federal criado para socorrer empresas exportadoras diante das barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos. A terceira etapa — o Brasil Soberano 3 — foi anunciada em 22 de julho de 2026, no mesmo dia em que entrou em vigor a tarifa adicional de 25% dos EUA sobre parte dos produtos brasileiros. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, essa tarifa atinge cerca de 15% da pauta exportadora brasileira para o mercado norte-americano, o equivalente a US$ 5,8 bilhões.
A nova etapa soma R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados. Para viabilizá-la, o presidente assinou uma medida provisória que autoriza combinar recursos do Tesouro Nacional com recursos próprios do BNDES, e foi sancionado o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do programa. Somando as três fases, o Brasil Soberano já mobilizou R$ 30 bilhões (agosto/2025), R$ 21 bilhões (março/2026) e agora R$ 18,5 bilhões.
Quanto tem, para que serve e a que custo
O dinheiro é dividido entre Tesouro e BNDES, e as taxas mudam conforme a finalidade do crédito. Os números abaixo são os divulgados no anúncio; as condições finais de cada operação são definidas pelo BNDES e pelos agentes financeiros.

| Item | Detalhe |
|---|---|
| Total da linha | R$ 18,5 bilhões |
| Origem | R$ 13,5 bi do Tesouro Nacional + R$ 5 bi do BNDES |
| Para que serve | Capital de giro, máquinas e equipamentos, investimento produtivo, inovação, adaptação de produtos e prospecção de mercados |
| Taxa (exemplos) | A partir de ~3% ao ano (minerais críticos) até 9,80% ao ano (capital de giro de grandes empresas) |
| Extra | Seguro garantia para pequenas empresas |
Quem pode acessar
Além das empresas diretamente atingidas pela tarifa dos EUA, o Congresso ampliou o alcance do programa para incluir fornecedores dessas empresas e setores tratados como estratégicos para o comércio exterior — inclusive exportadores prejudicados por conflitos internacionais.
- Setores estratégicos contemplados: agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura, cooperativas e associações do setor, mineração, fertilizantes, indústria química, farmacêutica, têxtil, automotivo, máquinas e equipamentos, materiais elétricos e eletrônicos.
- Entre os mais afetados pelas tarifas estão madeira, móveis, produtos cerâmicos, máquinas e equipamentos, calçados e açúcar.
- Os recursos também podem financiar adequações exigidas pelo comércio internacional, como requisitos sanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.
Para o empresário de Indaiatuba e região — polo industrial com forte presença de máquinas, autopeças e logística ligada a Viracopos — vale checar se a sua cadeia exporta ou fornece a exportadores atingidos, porque o crédito alcança também os fornecedores.
Como se preparar para buscar o crédito
O plano de aplicação dos recursos será elaborado pelo BNDES e submetido a um conselho interministerial, que definirá as prioridades. Enquanto as regras operacionais saem, dá para adiantar a lição de casa que todo banco pede.
- Levante o quanto da sua receita depende de exportação para os EUA — direta ou como fornecedor de um exportador.
- Separe demonstrativos financeiros atualizados (faturamento, fluxo de caixa, endividamento) para a análise de crédito.
- Defina a finalidade do recurso (capital de giro, máquinas, inovação, novos mercados) — a taxa muda conforme o uso.
- Acompanhe as condições no site do BNDES e converse com o seu banco de relacionamento sobre a habilitação da linha.
- Fale com o seu contador para avaliar impacto no caixa, garantias e o enquadramento da empresa no programa.
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Leia também
Perguntas frequentes
O que é o Plano Brasil Soberano 3?
É a terceira etapa do programa federal de apoio a exportadores diante das tarifas dos Estados Unidos. Anunciada em 22 de julho de 2026, oferece R$ 18,5 bilhões em crédito com juros subsidiados para empresas atingidas pela tarifa de 25% e para setores estratégicos.
Para que o crédito pode ser usado?
Para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos e abertura ou prospecção de novos mercados. As taxas variam conforme a finalidade.
Só grande exportador pode acessar?
Não. Além dos exportadores diretamente atingidos, o programa contempla seus fornecedores e vários setores estratégicos, e prevê seguro garantia voltado a pequenas empresas. Vale verificar se a sua empresa está na cadeia de um exportador afetado.
Quais são as taxas de juros?
As taxas dependem da finalidade do crédito. No anúncio, o governo citou desde cerca de 3% ao ano para projetos ligados a minerais críticos até 9,80% ao ano para capital de giro destinado a grandes empresas. As condições finais são definidas pelo BNDES.
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Agendar diagnósticoFontes oficiais
- Agência Brasil — Empresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 bi — cobertura oficial do anúncio, valores, origem dos recursos, usos e setores
- Planalto — Medida Provisória nº 1.345/2026 (Plano Brasil Soberano) — base legal que instituiu as linhas de financiamento do programa



