O que é o MEI, em uma frase
MEI é um regime tributário simplificado para microempreendedores individuais com faturamento anual de até R$ 81 mil (limite vigente). Em vez de pagar tributos separadamente, o MEI recolhe um valor fixo mensal — o DAS — que engloba INSS, ICMS e/ou ISS, conforme a atividade.
Quem pode ser MEI
- Atividade permitida: a ocupação precisa constar da lista oficial (aproximadamente 450 atividades — comércio, serviços e indústria de baixa complexidade).
- Sem sócios: o MEI é individual por definição.
- Sem participação em outra empresa: não pode ser sócio, titular ou administrador de outra pessoa jurídica.
- Até um funcionário: registrado com salário mínimo ou piso da categoria.
Limites e faturamento
Limite anual
R$ 81.000
Equivalente a R$ 6.750/mês em média. Ultrapassar em até 20% permite continuar até o fim do ano, com regularização. Acima disso, o desenquadramento é imediato e retroativo.
DAS e custos mensais
O DAS-MEI é um valor fixo cobrado por mês, calculado sobre o salário mínimo vigente. Em 2026, gira em torno de R$ 76 a R$ 82 — conforme a atividade recolha ICMS (comércio/indústria) ou ISS (serviços).
Comércio/indústria
INSS + ICMS
Serviços
INSS + ISS
Ambas
INSS + ICMS + ISS
Obrigações mensais e anuais
- DAS mensal: vencimento todo dia 20.
- Nota fiscal: obrigatória em vendas para PJ; opcional para consumidor final — mas recomendada em qualquer venda por marketplace.
- DASN-SIMEI: declaração anual do faturamento, entregue até 31 de maio.
- Relatório mensal de receitas: controle interno com o total do mês, guardado por 5 anos.
Quando é hora de sair do MEI
Nem sempre é o faturamento que aperta primeiro. Os sinais de que o MEI já não serve costumam aparecer antes do teto:
01
Faturamento acima de R$ 6.750/mês por 3 meses seguidos
02
Cliente PJ exigindo nota fiscal com destaque de impostos que o MEI não recolhe
03
Necessidade de contratar mais de um funcionário
04
Atividade que não está mais na lista permitida
O caminho natural após o MEI é o Simples Nacional (Microempresa, faturamento anual até R$ 4,8 milhões). A alíquota efetiva começa perto de 4% e cresce por faixa — geralmente ainda muito favorável para quem sai do MEI por crescimento.
