Regime · Microempreendedor

MEI: o regime mais simples — e onde ele deixa de valer a pena.

O Microempreendedor Individual paga cerca de R$ 76 por mês em impostos e resolve 90% da rotina fiscal de um profissional autônomo. Mas os limites são estreitos, e o custo de sair fora de hora é alto. Este guia orienta antes da decisão — e mostra exatamente quando o MEI já não é o melhor caminho.

O que é o MEI, em uma frase

MEI é um regime tributário simplificado para microempreendedores individuais com faturamento anual de até R$ 81 mil (limite vigente). Em vez de pagar tributos separadamente, o MEI recolhe um valor fixo mensal — o DAS — que engloba INSS, ICMS e/ou ISS, conforme a atividade.

Quem pode ser MEI

  • Atividade permitida: a ocupação precisa constar da lista oficial (aproximadamente 450 atividades — comércio, serviços e indústria de baixa complexidade).
  • Sem sócios: o MEI é individual por definição.
  • Sem participação em outra empresa: não pode ser sócio, titular ou administrador de outra pessoa jurídica.
  • Até um funcionário: registrado com salário mínimo ou piso da categoria.

Limites e faturamento

Limite anual

R$ 81.000

Equivalente a R$ 6.750/mês em média. Ultrapassar em até 20% permite continuar até o fim do ano, com regularização. Acima disso, o desenquadramento é imediato e retroativo.

DAS e custos mensais

O DAS-MEI é um valor fixo cobrado por mês, calculado sobre o salário mínimo vigente. Em 2026, gira em torno de R$ 76 a R$ 82 — conforme a atividade recolha ICMS (comércio/indústria) ou ISS (serviços).

Comércio/indústria

INSS + ICMS

Serviços

INSS + ISS

Ambas

INSS + ICMS + ISS

Obrigações mensais e anuais

  • DAS mensal: vencimento todo dia 20.
  • Nota fiscal: obrigatória em vendas para PJ; opcional para consumidor final — mas recomendada em qualquer venda por marketplace.
  • DASN-SIMEI: declaração anual do faturamento, entregue até 31 de maio.
  • Relatório mensal de receitas: controle interno com o total do mês, guardado por 5 anos.

Quando é hora de sair do MEI

Nem sempre é o faturamento que aperta primeiro. Os sinais de que o MEI já não serve costumam aparecer antes do teto:

01

Faturamento acima de R$ 6.750/mês por 3 meses seguidos

02

Cliente PJ exigindo nota fiscal com destaque de impostos que o MEI não recolhe

03

Necessidade de contratar mais de um funcionário

04

Atividade que não está mais na lista permitida

O caminho natural após o MEI é o Simples Nacional (Microempresa, faturamento anual até R$ 4,8 milhões). A alíquota efetiva começa perto de 4% e cresce por faixa — geralmente ainda muito favorável para quem sai do MEI por crescimento.

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