
Resposta direta
Contratar CLT custa bem mais do que o salário nominal — soma FGTS, INSS patronal, provisão de férias/13º e outros encargos, chegando facilmente a 1,6x a 2x o salário bruto. PJ parece mais barato à primeira vista, mas carrega risco trabalhista (pejotização) se a relação tiver subordinação e habitualidade típicas de emprego.
Resumo executivo
- Custo total de um CLT normalmente fica entre 1,6x e 2x o salário bruto, somando encargos e provisões.
- PJ elimina encargos diretos, mas não elimina o risco de reconhecimento de vínculo se houver subordinação.
- A diferença de custo nominal não deve ser o único critério — o risco jurídico do PJ mal estruturado pode custar muito mais depois.
- A simulação compara os dois custos lado a lado para o mesmo salário/valor de contrato.
Neste artigo
O que compõe o custo real do CLT
- FGTS — 8% sobre a remuneração
- INSS patronal — a depender do enquadramento da empresa
- Provisão de férias + 1/3 constitucional
- Provisão de 13º salário
- Outros encargos (RAT, sistema S, quando aplicável)
O risco que o PJ 'mais barato' esconde
Contratar PJ para uma função com horário fixo, subordinação direta e exclusividade típica de emprego é o cenário clássico de reconhecimento de vínculo em reclamação trabalhista — nesse caso, a empresa paga retroativo de todos os encargos que economizou, com multa.
PJ só é seguro quando a relação tem autonomia real — sem subordinação, horário fixo e exclusividade de fato.
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Comparar CLT x PJ
Informe o valor bruto e veja o custo total estimado em cada formato, com os principais encargos discriminados.
Comparar CLT x PJFontes oficiais
- CLT — Decreto-Lei 5.452/1943 — requisitos da relação de emprego (subordinação, pessoalidade, habitualidade)
- Caixa Econômica Federal — FGTS — alíquota e regras do FGTS



