
Resposta direta
O salário é a ponta do iceberg. Sobre ele vêm FGTS (8%), a contribuição previdenciária patronal e outros encargos, mais 13º e férias com o terço — que você provisiona mês a mês. Somando tudo, o custo de um funcionário costuma ficar bem acima do salário nominal. Planejar isso é o que separa a folha saudável do aperto de caixa.
Resumo executivo
- FGTS: 8% sobre a remuneração, depositado mensalmente na conta do trabalhador.
- Contribuição previdenciária patronal e outras incidências elevam o custo sobre a folha.
- 13º salário e férias com 1/3 são direitos que você deve provisionar todo mês, não só quando vencem.
- No Simples, parte dos encargos entra no DAS; fora dele, o cálculo é por fora — muda a conta.
- O custo total costuma superar bastante o salário nominal; simular evita contratar no escuro.
Neste artigo
- O salário é só a ponta
- 13º e férias: provisione, não seja pego
- O regime muda a conta
- Perguntas frequentes
O salário é só a ponta
Quando o empreendedor pensa em contratar, olha o salário. Mas o custo real inclui uma camada que não aparece no holerite do funcionário: encargos que a empresa paga por cima.
O FGTS é 8% sobre a remuneração, depositado todo mês. Há ainda a contribuição previdenciária patronal e outras incidências, que variam conforme o regime e a atividade. Só aí o custo já sobe bastante em relação ao salário nominal.
13º e férias: provisione, não seja pego
O 13º salário e as férias com o terço constitucional são direitos garantidos. O erro comum é tratá-los como 'despesa surpresa' em dezembro e nas férias, quando na verdade eles se acumulam o ano inteiro.
A gestão saudável provisiona: separa mensalmente a fração desses valores, para que o pagamento não vire um aperto de caixa. Quem não provisiona vive o susto anual — e às vezes recorre a crédito caro para honrar o 13º.
O regime muda a conta
No Simples Nacional, parte dos encargos previdenciários já está embutida no DAS, o que simplifica. Fora do Simples (Presumido ou Real), a contribuição patronal costuma ser calculada por fora, sobre a folha — o que muda o custo total de cada funcionário.
Por isso não existe um número único de 'quanto custa um funcionário': depende do salário, do regime, da atividade e da convenção coletiva. A forma certa de saber é simular o seu caso com o contador antes de contratar.
Alíquotas e regras de encargos são definidas por lei e podem mudar. Confirme os percentuais vigentes e simule com seu contador.
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Perguntas frequentes
Quanto custa um funcionário além do salário?
Depende do salário, do regime e da atividade, mas o custo total costuma ficar bem acima do salário nominal, somando FGTS, contribuição patronal, 13º, férias com 1/3 e provisões.
Quanto é o FGTS?
8% sobre a remuneração do empregado, depositado mensalmente pela empresa na conta vinculada do trabalhador.
Preciso guardar dinheiro para 13º e férias?
Sim. O ideal é provisionar mês a mês a fração desses valores, para que o pagamento na época devida não vire aperto de caixa.
No Simples pago menos encargo sobre a folha?
No Simples, parte dos encargos previdenciários já está no DAS, o que simplifica. Fora do Simples, a contribuição patronal costuma ser calculada por fora, mudando o custo total.
Como sei o custo exato para o meu caso?
Simulando com o contador, considerando salário, regime tributário, atividade e convenção coletiva. Não há número único que sirva para todas as empresas.
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