
Resposta direta
Loja de roupa é comércio: no Simples, começa no Anexo I com alíquota inicial de 4%. A conta costuma ser leve — o que derruba a loja é o descontrole de estoque e o DIFAL das vendas para outros estados, que pega de surpresa quem começa a vender online sem preparo.
Resumo executivo
- Varejo de moda é comércio: Simples no Anexo I, alíquota inicial de 4%.
- Vestuário, em geral, não está sujeito ao ICMS-ST em São Paulo — conferir a mercadoria evita recolhimento indevido.
- Vender para consumidor de outro estado (e-commerce) gera DIFAL: parte do ICMS vai para o estado de destino.
- Controle de estoque e inventário é o ponto fraco do setor — some com a margem e complica a apuração.
- Os valores citados são exemplos ilustrativos; a escolha do regime exige simulação com os seus números.
Neste artigo
- Simples no Anexo I: a conta do varejo
- Vestuário e ICMS-ST: confira antes de recolher
- DIFAL: o imposto das vendas online
- Perguntas frequentes
Simples no Anexo I: a conta do varejo
Loja de roupa é comércio e, no Simples Nacional, é tributada pelo Anexo I, com alíquota inicial de 4% sobre a receita. Para a maioria das lojas, o Simples é o regime natural — barato e simples de operar. Presumido e Real só aparecem em redes maiores ou com margem e estrutura de despesas que justifiquem.
- Simples (Anexo I): ponto de partida da maioria, alíquota inicial 4%.
- Presumido: avaliar em redes com faturamento alto.
- MEI: pequena loja, dentro do teto de R$ 81 mil/ano.
Vestuário e ICMS-ST: confira antes de recolher
Ao contrário de setores como bebidas e autopeças, o vestuário em geral não está na substituição tributária do ICMS em São Paulo. Recolher ST onde não é devido — ou deixar de observar as poucas exceções — distorce o preço e o caixa. Conferir a situação de cada mercadoria é parte do trabalho de um contador que conhece o varejo.
DIFAL: o imposto das vendas online
Quando a loja vende para um consumidor final de outro estado — cada vez mais comum com Instagram e marketplaces —, incide o DIFAL: a diferença entre a alíquota interna e a interestadual, devida ao estado de destino. Quem começa a vender online sem preparar essa apuração é surpreendido por uma obrigação nova e por autuações.
Começar a vender para outros estados sem tratar o DIFAL é um dos erros mais comuns do varejo de moda que migra para o online. A obrigação existe mesmo para quem está no Simples.
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Perguntas frequentes
Qual o melhor regime para loja de roupa?
Para a maioria, o Simples Nacional no Anexo I, com alíquota inicial de 4%. Redes maiores podem avaliar Presumido ou Real. A pequena loja pode começar no MEI, dentro do teto. Só a simulação com os seus números define.
Roupa tem ICMS-ST em São Paulo?
Em geral, não — o vestuário foi excluído da substituição tributária em São Paulo, com poucas exceções. Recolher ST onde não é devido distorce preço e caixa, então vale conferir a situação de cada mercadoria.
O que é DIFAL e quando minha loja paga?
É o diferencial de alíquota do ICMS, devido ao estado de destino quando você vende para um consumidor final de outro estado — típico de vendas online. A obrigação existe mesmo no Simples e precisa ser apurada.
Loja de roupa pode ser MEI?
Sim, o comércio varejista de vestuário está entre as atividades do MEI, enquanto o faturamento fica abaixo de R$ 81 mil/ano e há no máximo um funcionário. Acima disso, a loja migra para o Simples.
Por que o estoque é tão importante no varejo de moda?
Porque coleção parada, furto e erro de inventário comem a margem e complicam a apuração de impostos. Controle de estoque e inventário bem-feito é o que dá visão real do lucro da loja.
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Agendar diagnósticoFontes oficiais
- Lei Complementar 123/2006 — Simples Nacional e Anexo I (comércio)
- Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) — ICMS, substituição tributária e DIFAL
- Portal do Simples Nacional — anexos, alíquotas e cálculo



