
Resposta direta
Agência de marketing tem uma armadilha: o repasse de mídia. Se você fatura R$ 100 mil mas R$ 70 mil são verba de anúncio que só passa pela sua conta rumo à plataforma, tributar tudo como receita própria é pagar imposto sobre dinheiro que não é seu.
Resumo executivo
- Repasse de mídia não é receita da agência — tributar tudo como faturamento próprio infla o imposto.
- Serviço no Simples segue o Fator R: folha ≥ 28% leva ao Anexo III (mais barato).
- ISS incide sobre o serviço e varia por município; contrato mal descrito gera bitributação.
- Freelancer recorrente sem contrato claro pode virar vínculo trabalhista.
- Valores citados são exemplos ilustrativos; a escolha do regime exige simulação real.
Neste artigo
- Repasse de mídia: o erro que dobra o imposto
- Simples, Presumido ou Real?
- ISS e a descrição do serviço
- Freelancers sem virar vínculo
- Perguntas frequentes
Repasse de mídia: o erro que dobra o imposto
A verba que o cliente entrega para anunciar no Google ou no Meta e que você apenas repassa à plataforma não é sua receita — é dinheiro em trânsito. A receita da agência é o fee, o serviço de gestão. Tratar o repasse como faturamento infla a base de cálculo.
A forma de estruturar isso (contrato, nota, fluxo do dinheiro) precisa deixar claro o que é serviço e o que é repasse. Feito errado, é um dos maiores vazamentos de caixa de agência.
Separar repasse de mídia da receita própria depende de contrato e emissão corretos. Improvisar aqui é caro e chama a atenção do Fisco.
Simples, Presumido ou Real?
Agência costuma começar no Simples. Com folha relevante, o Fator R leva ao Anexo III e a conta fica leve. Conforme cresce, o Presumido vira opção, e agências grandes chegam ao Real. O certo é simular os três com o repasse já separado.
- Simples + Fator R ≥ 28%: Anexo III, alíquota inicial menor.
- Simples + Fator R < 28%: Anexo V, mais caro.
- Presumido: previsível, sem depender de folha.
- Real: faz sentido com margem baixa e muitas despesas dedutíveis.
ISS e a descrição do serviço
O ISS incide sobre o serviço prestado e a alíquota varia conforme o município. A descrição na nota importa: serviço mal enquadrado pode gerar cobrança em duplicidade ou questionamento sobre o local de recolhimento.
Freelancers sem virar vínculo
Designer, redator e social media freelancer são comuns em agência. Se o freela trabalha todo dia, com horário e subordinação, a relação tende a vínculo — mesmo com nota. Contrato de prestação claro, com autonomia real, é o que sustenta o modelo PJ.
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Perguntas frequentes
Preciso pagar imposto sobre a verba de mídia do cliente?
Sobre o repasse puro, não deveria — ele não é receita da agência. Sua receita é o fee/serviço. Mas isso exige contrato e emissão que separem serviço de repasse; feito errado, o Fisco trata tudo como faturamento.
Qual o melhor regime para agência de marketing?
Depende de faturamento, folha e da separação do repasse. Muitas vão bem no Simples com Fator R no Anexo III; outras, maiores, no Presumido. Só a simulação define.
Como o Fator R afeta a agência?
Se a folha dos últimos 12 meses fica em 28% ou mais da receita, a agência é tributada pelo Anexo III, mais barato. Abaixo disso, pelo Anexo V.
Contratar freelancer recorrente dá problema?
Pode dar, se a relação tiver horário, subordinação e habitualidade típicos de emprego. Contrato claro e autonomia real reduzem o risco.
Vale a pena abrir a agência como MEI?
Raramente. O teto do MEI e as restrições de atividade costumam ser incompatíveis com o crescimento e com o repasse de mídia. Simples costuma ser o ponto de partida.
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Agendar diagnósticoFontes oficiais
- Lei Complementar 123/2006 — Simples Nacional, anexos de serviço e Fator R
- Lei Complementar 116/2003 — ISS: lista de serviços, alíquotas e local de recolhimento



